quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Belly compra um carro

Há perguntas de caráter essencial que devem ser discutidas sempre que se compra um automóvel.
Questões como "prefiro um carro a gasolina, diesel ou gpl?", "quero um carro com estofos às bolinhas vermelhas ou mais discreto?", "é mais seguro comprar um carro ou uma carrinha?" devem ser debatidas.
Ou, melhor, deveriam ser. No meu caso fico-me pelas opções "preço de x a y", "não pode estar completamente destruído amolgado", "carro pequenino e fácil de manobrar", já que o orçamento é curto.
Esta procura já tem umas curtas histórias de "Amor": tudo começou quando me rendi a um Ford Ka. Automóvel que com a mesma intensidade com que me roubou o coração da mesma forma mo despedaçou em mil pedaços assim que o vi. Pobre carro, todo amolgado, sem cor... Quem é que compraria um carro por 1000 euros naquele estado? Eu não com certeza!
Não obstante, procurei o meu rebound. O maldito estava a 2 horas de distância! Neste caso não foi o carro quem me destruiu expetativas de uma vida em conjunto, foi o dono. Tanta promessa, tanta sugestão em como eu, Belly, iria ser feliz a conduzir aquela viatura. Pois, foi tudo ficção. Este Amor foi terminado por sms! Por sms! Sem qualquer respeito pelos dois dias que convivemos (eu e o carro) virtualmente. Parece que fui trocada por uma outra condutora mais apta e pronta na compra do carro.
E, depois, houve a história caricata. Comprar um carro nos ciganos:
          - Ah, e tal, mas onde compraste o carro Belly?
          - Nos ciganos, eles vendem a melhor preço.
Não fui na cantiga do senhor. Eram muitas as facilidades oferecidas.
Continuo assim na procura do Belly Mobil. Um carro que me acompanhe nos bons e maus momentos, na saúde e na doença até que um salário chorudo nos separe porque já posso financiar um carro melhor. Peço desculpa desde já por delinear um fim a uma relação que ainda nem começou. Mas... A honestidade é a chave para o sucesso, não é?

Belly Kisses !


É, ainda vamos ser felizes um dia.

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