Se todos os homens gostam do seu automóvel tenho a certeza que o meu o ama. É uma realidade que para Ele aquele veículo não tem preço, foi a solução para várias questões, estima-o de um modo bastante conservador.
Esta estima toda torna o carro tão precioso que quando lhe pego rezo a todos os santinhos para que corra tudo bem.
Agora chega a parte divertida... Eu, Belly, a conduzir um Mercedes 200D. Nas minhas mãos aquele meio de transporte não é um carro, é um camião! A "batalha" começa mal me sento: ora bem, sendo eu abençoada com 1,61 cm de altura é mais que certo que as minhas ricas perninhas não alcançam os pedais; lá tenho eu que puxar o banco para a frente. Logo uma coreografia matinal: com uma mão puxa a alavanca, com a outra toda torcida para trás forço o banco a avançar, e as pernas ajudam também no bailarico. Logo uma suadeira pegada.
Na estrada: "O caminho faz-se caminhando". Pois bem o meu caminho não é, de todo, indiferente. A frente daquele grandioso carro marca presença. A verdade é que me dão sempre passagem. Suponho que haja uma voz na consciência dos outros condutores do género "Merda, uma menina tão menina com um carro destes nas mãos! Fujam ou deixem-na fugir!". Eu cá agradeço, não é que me importe de não esperar para entrar numa via.
A estacionar: Pois, se na estrada se deixa notar, a estacionar ainda mais. Esta nova coreografia dá uso ao chamado amiguismo. Por outras palavras: osciganos (acho que tenho alguma ligação eterna entre étnias e carros...) que nos dão indicações sobre como e onde estacionar são uns simpáticos. E baratos! No primeiro estacionamento entreguei uma pequena moeda e com um sorriso desconfiado na cara pedi "não me encrave o carro". Passei as duas horas da aula um pouco com o coração nas mãos "eles vão-me riscar o carro, dei uma merda de um valor e ainda fiz exigências?" Pois bem... Correu tudo tão bem! Cheguei e de facto num raio de 5m não existiam carros. Qual não foi a minha felicidade. E lá veio o senhor, todo contente, pedir um agradecimento por de facto ter executado tão bem o seu papel. Agora... Atenção mais improvável foi a da autoridade. De manhã dois polícias chamaram-me. Acho que estremeci da cabeça aos pés. Só me ocorria na mente "pronto, já está, já fiz asneira, vou levar uma multa e não sei bem porquê". Só que não. O diálogo foi o seguinte:
Agora chega a parte divertida... Eu, Belly, a conduzir um Mercedes 200D. Nas minhas mãos aquele meio de transporte não é um carro, é um camião! A "batalha" começa mal me sento: ora bem, sendo eu abençoada com 1,61 cm de altura é mais que certo que as minhas ricas perninhas não alcançam os pedais; lá tenho eu que puxar o banco para a frente. Logo uma coreografia matinal: com uma mão puxa a alavanca, com a outra toda torcida para trás forço o banco a avançar, e as pernas ajudam também no bailarico. Logo uma suadeira pegada.
Na estrada: "O caminho faz-se caminhando". Pois bem o meu caminho não é, de todo, indiferente. A frente daquele grandioso carro marca presença. A verdade é que me dão sempre passagem. Suponho que haja uma voz na consciência dos outros condutores do género "
A estacionar: Pois, se na estrada se deixa notar, a estacionar ainda mais. Esta nova coreografia dá uso ao chamado amiguismo. Por outras palavras: os
Polícia: Ò menina venha cá.
Belly: Bom dia senhores guardas.
Polícia: Diga-nos cá como é que a menina se entende com um carro tão grande.
Belly: Ah, sabe, não é meu... É do meu namorado. (Suor a escorrer pela testa)
Polícia: Pois bem, fez um estacionamento em pêras.
Belly: Ah. Obrigada...
Trocaram-se mais umas palavras e, claro, com os nervos saiu-me a estúpida divertida afirmação:
"Tome-me conta do veículo"
Oooiiiii??? Os senhores nem me dignificaram uma resposta.
Mas... a carrinha da polícia esteve sempre ao lado do Mercedes. Pelo sim pelo não, resultou e estas aventuras são de facto uma vitória na minha condução.
Belly Kisses!
Uma boa sexta-feira! :)
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