sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Poder e as Mulheres

É um facto que o soar dos saltos altos de uma Mulher consegue silenciar uma multidão.
A postura que tomamos é magnífica.
Ao longo dos anos nós, Mulheres, vencemos várias batalhas com o intuito de mostrar o nosso infinito valor.
São nossos os direitos: ao voto, podemos ser eleitas para o governo, o nosso salário é igual ou superior ao homem que escolhemos como parceiro etc.. É aqui, nesta última conquista, que se nota uma analogia engraçada:
É certo que ninguém se mede aos palmos, mas também é correta a perceção de que os saltos são sinónimo de postura, de poder. Porque é que nós, Mulheres, de forma a nos conseguirmos exprimir como vencedoras somos "obrigadas" a caminhar sempre em bico de pés?
Para conquistarmos algo, para de certa forma confrontarmos e enfrentarmos os homens não bastou que a nossa vontade se alterasse, a fisionomia veio atrás. Porquê?
Será sempre exigida uma flexibilidade que nos obrigue a esticar sempre a nossa postura de forma análoga ao nosso desejo? Quanto maior for o segundo maior terá que ser a ferocidade com que empinamos o nariz e por consequência a forma dos sapatos?
"Aquela Mulher é tão poderosa que faz o papel de um homem." Não! Meus caros... aquela Mulher é tão poderosa porque faz o papel de uma Mulher. E é este género que me motiva as ambições.
Talvez o soar dos Nossos saltos seja, sim, para calar uma multidão... De homens. Que se vergam às nossas conquistas, às nossas quotidianas batalhas. Que alteram eles a sua fisionomia quando se cruzam connosco, Mulheres. Torcem o pescoço, as costas para seguir o nosso trajeto como Mulheres independentes e capazes de governar o mundo.
Constatação:
"Os homens podem ter descoberto o fogo, mas as Mulheres aprenderam a brincar com ele"

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