sábado, 31 de janeiro de 2015

A Voz


A minha voz é pequena, tão minúscula que chega a ser mísera.
No entanto está a moldar-se e a salientar-se.
Esta voz que maestra as linhas que agora escrevo tem o intuito de provar que nós podemos e devemos ser como queremos, na íntegra, sem medo.
As bases onde construo a Felicidade são diferentes das Tuas, tenho a certeza. E a forma como a atinjo é também diversa.
A boa notícia é que temos, finalmente, a Liberdade, a Oportunidade de poder ser quem e como queremos ser.
É um facto que errei na primeira decisão do curso. O discernimento das pessoas preza que a escolha que agora fiz é mais fácil. Dizem elas "Então? Regressaste à primária?"
Também me rendi agora a um corte de cabelo diferente, irreverente, que faz literalmente rodar cabeças, "parar o trânsito" sem recurso a figuras de estilo.
Há olhares mais indiscretos que outros, há expressões tão mal usadas quanto tristes quando esta gente é confrontada com algo diferente.
A verdade é que eu poderia ser um alvo fácil aos frustrados, mas não sou.
Prefiro ser Feliz e mostrar-te que também podes e deves ser Feliz.
Prefiro que as bocas que tentam provocar sejam as mesmas que minutos depois me congratulam e pedem conselhos.
O bullying é constante nesta sociedade portuguesa. É um facto que neste país não se vive, sobrevive-se.
As pessoas carregam cruzes pesadas às costas: preconceito, medo, julgamentos.
E nós Mulheres carregamos ainda mais responsabilidades: "a Mulher faz pegada sem pôr pé".
Perdoem-me os mais sensíveis mas que se fodam esses provérbios.
Nós Mulheres podemos e devemos ser como desejarmos.
Queremos ser fisicamente atraentes? Somos. Há exercícios sem fim, há planos alimentares, há dietas.
Queremos mostrar mamas, rabo, barriga? Mostramos.
Queremos rapar o cabelo? Pintá-lo de azul, vermelho? Rapamos, pintamos.
É tão fácil.
Temos uma imensidão de percursos próprios.
É urgente a cultura, o interesse por questões realmente palpáveis.
Um pequeno desabafo!


Belly Kisses! :)



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