Nestes dias tenho visto (e-voltado-a-ver-vezes-sem-conta-porque-adoro) filmes da Walt Disney.
No decorrer destas sessões de cinema não poderia deixar de fazer a seguinte observação: houve uma majestosa evolução na perspectiva da posição da Mulher, nas ambições e valores que Nos estimulam e fazem crer ser verdade.
Numa primeira análise falarei de um musical tão famoso quanto bonito, o Frozen. Ora bem... neste filme parece que o príncipe, afinal, não era assim tão encantado e a Princesa apaixonou-se antes por um simples e honesto vendedor de gelo sem dinheiro ou perspectivas de títulos e riquezas. Ela é a Princesa e poderosa ele é o modesto trabalhador. E a irmã? Pois bem, essa é a verdadeira independência em pessoa. Construiu o seu próprio castelo enquanto abanava aquelas ancas e cantava a largos pulmões que não precisava cá de ninguém, que quem ordena e tem valor é Ela, sozinha.
E depois... o filme Maleficent. Afinal a bruxa era boa, afinal não foi cá o beijo do príncipe que despertou a Princesa do sono e a salvou, foi o doce e suave beijo de outra Mulher que a ama de verdade e a estima como uma filha, "o único Amor verdadeiro".
É pena que os filmes antigos façam acreditar que precisamos de príncipes para sermos salvas. Acredito que se fosse nos tempos de hoje a Branca de Neve já era mais sabidola: não tinha comido a maçã, tinha deixado de ser escrava de sete homenzinhos para se ir fazer à vida sozinha. E, se quisesse ser mãe teria recorrido a um banco qualquer de esperma.
Eu gosto da nova abordagem da Disney. Motiva-nos a nós, Mulheres, para que tenhamos a coragem de enfrentar o mundo, sozinhas, poderosas e, claro, de salto alto.
Boa semana.
Belly Kisses. :)


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