segunda-feira, 7 de setembro de 2015

E se a morte nos separasse?

Há uns dias atrás queixava-se Ele do coração.
Ou porque estava numa posição que pressionava aquela área ou porque respirava de maneira errada ou porque todos os caminhos iam dar àquele desconforto. Todos sabemos que era só ansiedade, mas, a hipocondríaca que toma conta de mim já andava em pesquisas loucas, que esta dor não podia ser normal.
Quando a ansiedade deu lugar à satisfação e a tranquilidade ao conforto, o coração lá acalmou, (o meu, o dele sempre esteve tranquilo) mas não pude deixar de pensar... E se a morte nos separasse?
E se nunca mais os nossos olhares se cruzassem? Se nunca mais ouvisse "bem vinda a casa"? Se nunca mais pudesse perder 10 minutos a escolher um filme com Ele para depois ficarmos só os dois, com o silêncio da tv?
Até que ponto valerá a pena desperdiçar tempo a pensar no que está errado na outra pessoa em vez de o aproveitar para fazer planos futuros?
E... Até que ponto somos nós a pessoa certa?!
Este sentimento de poder perder alguém de forma inesperada faz-me querer dar e receber duas, três, quatro, infinitas oportunidades.
É um privilégio poder morrer e renascer ao lado Dele vezes sem conta, encontrar a luz em todos os erros cometidos, frases mal construídas.
É um facto, Amo-te.

Belly Kisses :)

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